Portal Brasil Sonoro Entrevista – Adeildo Vieira

Postado em: 10 de julho de 2017 | Sem avaliação

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Oriundo das mesmas terras de Sivuca e do poeta Zé da Luz, a belíssima Itabaiana, no interior da Paraíba, Adeildo Vieira teve uma história brilhante construída na música. Contudo, o êxodo rural motivou a mudança de Adeildo junto à família para a capital João Pessoa, que não estava a mais de 80 quilômetros de distância.

 

Na capital, ingressou no curso técnico de mecânica da Escola Técnica Federal da Paraíba. Seguindo os passos do colegial, adentrou no curso de Engenharia Mecânica, na Universidade Federal da Paraíba. Lá, teve seu primeiro contato com a música. Como todo brilhante artista, largou tudo! Resolveu viver do seu talento.

 

Um talento que já alcança ouvidos de todos os cantos do Brasil, mas que também se estendem à leitura. Além de artista da melodias e composições, Adeildo se aventurou na literatura dando a luz ao brilhante livro-reportagem Maestro Chiquito: O Metalúrgico dos Sons”, obra que conta a história magnífica deste gigante maestro.

A entrevista de Adeildo Vieira ao Portal Brasil Sonoro

PBrS: O LIVRO SOBRE O MAESTRO CHIQUITO É MUITO FALADO PELA COMUNIDADE MUSICAL. DE ONDE SURGIU A IDEIA E QUAL FOI SEU PRINCIPAL OBJETIVO COM O LANÇAMENTO?

 

Adeildo Vieira: Há pessoas que possuem um riquíssimo talento que contribuem para a vida e para a cultura de demais pessoas. Entristece-me saber que estas não possuem o reconhecimento que deveriam ter. Assim, por não ocuparem os espaços midiáticos gigantes, elas permanecem no ostracismo. Isso me incomoda. Conheci muitas pessoas que tiveram esse problema. Por não estarem em contato com a grande mídia, o talento acabou relegado.

PBrS: POR QUE A ESCOLHA POR UM PERSONAGEM DA MÚSICA E ICÔNICO COMO MAESTRO CHIQUITO? QUAL FOI A IDEIA FINDADA E INTERLIGADA QUE ACOMPANHOU ESTE PROCESSO CRIATIVO?

 

Adeildo Vieira: Eu resolvi fazer esse trabalho sobre Chiquito por isso mesmo. É um cara, para mim, paradigmático para o que eu desejava: negro, vindo do interior, pobre e trazendo uma carga cultural muito forte. Chegando aqui, a música pautada na Universidade era muito erudita. Já nos primeiros anos, essa magnífica carga cultural dele já começou a, digamos, abalar as estruturas e ser uma voz dentro da academia.

PBrS: COMO VOCÊ PERCEBE AS PROPORÇÕES QUE O LIVRO ALCANÇOU?

 

Adeildo Vieira: Rapaz, a gente às vezes nem sabe como as coisas estão caminhando, né? Mas o importante é saber que assuntos assim despertam o interesse da comunidade jornalística e de músicos, além de pessoas que apreciam ambas as áreas.

PBrS: APÓS A PRODUÇÃO, LANÇAMENTO E ABRAÇO DA COMUNIDADE À OBRA, O QUE ESTE LIVRO MUDOU NA SUA VISÃO SOBRE MÚSICA?

 

Adeildo Vieira: Na verdade esse trabalho não mudou minha visão sobre a música, mas ele condensou e reforçou a importância que a música tem. Sobretudo, a importância das relações culturais da pessoa, principalmente na infância, que elas repercutem na vida inteira e pode vir a ser um reflexo no futuro. Então, conhecer e investigar a história de Chiquito a gente acaba se vendo na história da pessoa. A importância que a música tem na vida, sobretudo na vida de uma pessoa como Chiquito e entender como ela pode ser um mecanismo dentro da sociedade. Seja ela de mudança, seja ela de reforço.

PBrS: COMO UM VIVENTE DE MÚSICA E ATUAL ESCRITOR. COMO TU VÊ A RELAÇÃO ENTRE A MÚSICA E A LITERATURA?

 

Adeildo Vieira: Essa relação para mim é muito íntima. As palavras possuem sonoridade, ritmo… Quando colocamos elas dentro de uma melodia, essa brincadeira melódica de põe e tira ela deve ser feita de uma forma bastante íntima. Isso já me aproxima, enquanto músico, da literatura. Eu fui colunista no Jornal União, daqui do estado, e no Mestrado que fiz em Jornalismo eu conheci um leitor meu que incentivou a fazer o livro, ele foi o meu orientador. (risos)

 

CONFIRA O LIVRO COMPLETO CLICANDO AQUI

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