Entrevista com Maestro Aldo Correia (RN)

Postado em: 10 de novembro de 2016 | Sem avaliação

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A entrevista com Maestro Aldo Correia mostrou o homem sólido, íntegro e formado pelas notas musicais. Decidiu fazer disso a sua vida, e dela, só tira conquistas, vitórias e sucesso. Cria do Centro de Criatividade Musical, de Recife, mas foi no Rio Grande do Norte que o Maestro pode colocar todo seu talento para fora e inspirar jovens músicos no interior norte rio-grandense.

O caminho trilhado nas Bandas Musicais veio na Escola Estadual João Bezerra, na capital Pernambucana. Dali em diante, Maestro Aldo só decolou. E foi na Banda Marcial do Ginásio Pernambucana que o Maestro conseguiu todo o apoio necessário para ser o que hoje é: um dos grandes nomes das Bandas Marciais do interior do Rio Grande do Norte.

Maestro fundador de duas Bandas Marciais no Rio Grande do Norte, a Banda Municipal de São Gonçalo do Amarante e a Banda Musical de Estenoses, ele trocou uma palavrinha com o Portal Brasil Sonoro. Confira!

Entrevista com Maestro Aldo: paixão, dedicação e futuro

1- Maestro, como está atualmente o cenário das Bandas Musicais no Brasil, na sua visão?

Hoje em dia as Bandas Musicais no Brasil apresentam grande diversidade em suas estruturas. Devido ao momento político instável vivido atualmente, há Bandas de Maestros que perderam o investimento das prefeituras. Isso a nível municipal. Já em nível estadual vemos um grande investimento e procuras pelo mesmo. Aqui, no Rio Grande do Norte, está se criando um grande projeto que visa a criação de Filarmônicas com incentivo do poder estadual.

2- Há muito carinho dos Maestros pelos trabalhos de luta e suor em busca dos incentivos para Bandas de Música. O amor é notório. Você, como Maestro, vê o brasileiro, num geral, como um apaixonado por música?

Graças a Deus! A variedade musical do Brasil auxilia nesse ponto. O carinho, os arranjos e as composições criadas são prova disso. Tanto espectadores como criados são públicos e produtores fiéis. Há uma participação muito grande da população. Aqui, em minha cidade (São Gonçalo do Amarante), o prefeito, Jaime Calado, é um apaixonado por música. Isso incentiva nosso trabalho, traz a população para perto e aproxima os eventos.

3- Seguindo essa linha das pessoas abraçando as Bandas e incentivando os trabalhos como um público presente: você vê a música como uma forma de transformação social?

A música é, sem dúvida, uma das atividades essenciais para a formação da identidade e da autonomia do humano e do jovem. É um instrumento que serve para o desenvolvimento do meio. Como desenvolvimento de um adulto. Promove conhecimento, crescimento e interação social. É, principalmente, uma forma de acessibilidade, de apresentação ao jovem marginalizado de um novo mundo.

4- Para encerrar a entrevista com Maestro, o Portal Brasil Sonoro pergunta: para você, Maestro Aldo, a carreira de música no Brasil vale a pena?

Primeiro isso parte do princípio daquele que quer seguir a carreira na música. Hoje nós temos diferentes tipos de músicos em relação a sua formação profissional. Infelizmente alguns deixam de lado a qualificação e permanecem num meio realizando trabalhos secundários que em nada agregam ao crescimento musical. Portanto, se a pessoa se dedicar, a profissão vigora, sim.

Nota do entrevistado

O município de São Gonçalo do Amarante foi um dos poucos municípios que realizou concurso específico para Professores de Música e Maestros de Banda. A intenção é criar mais Bandas no Município. A prefeitura chamou profissionais capacitados para a participação e realizou parcerias com o IFRN e a Escola de Música Municipal para ministrar aulas e cursos de música sob convênio. Um trabalho de grande agrado e exaltado pela comunidade musical.

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