Entrevista – Maestro Chiquito (PB)

Postado em: 14 de dezembro de 2016 | 5/5 (2)

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Maestro Chiquito. Basta esse nome para toda a comunidade musical já discorrer a larga biografia deste grande nome da música nacional. Destaque principalmente no cenário paraibano, o maestro é notoriamente conhecido como um dos gigantes no carnaval de João Pessoa, capital da Paraíba. Sua larga vivência, sua experiência e todo seu talento exalam a cada fala do brilhante músico icônico que Chiquito se tornou.

 

Com agenda cheia em um fim de 2016 e início de 2017, Maestro Chiquito conseguiu abrir um pequeno espaço e ceder algumas respostas que tanto gostaríamos de saber. Desde a questão política à evolução das bandas de música no Brasil: o que o Maestro tem a nos contar? Confira!

 

Portal Brasil Sonoro entrevista Maestro Chiquito

 

MAESTRO, VAMOS COMEÇAR NOSSA ENTREVISTA COM UMA PERGUNTA BASTANTE DIRETA. COMO VOCÊ VÊ A EVOLUÇÃO DAS BANDAS MUSICAIS NO BRASIL, ATUALMENTE?

 

Num aspecto houve um grande avanço com a inclusão de adolescentes e jovens. Já sob outra perspectiva houve regressão ao mudarem, erroneamente, os nomes de algumas bandas pra filarmônicas e tirarem instrumentos típicos desses equipamentos, tais como: requinta, bombardino-c, sax-horn-eb, tubas sousafone em bb e eb e, principalmente, o surdo de marcação, colocando o bombo pra fazer uma função que não é a sua.

 

SEGUINDO ESTA LINHA DE EVOLUÇÃO, VOCÊ VÊ GRANDE PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO BRASILEIRO NUM CONTEXTO GERAL?

 

A participação do público se dá através de um trabalho de divulgação nas comunidades e nas escolas. Sem divulgação, sem público. Sendo assim, é sempre preciso ter um contato com este público. Estar presente é fundamental. E só assim para que haja uma participação ativa do público junto à banda de música.

 

VOCÊ VÊ O FUTURO DAS BANDAS MUSICAIS BRASILEIRAS AMEAÇADAS COM TODA ESSA CRISE POLÍTICA VIVIDA NO PAÍS?

 

Claro que não. As bandas de música não têm nada a ver com crises. Sobreviverão através do entendimento de que são equipamentos culturais e não políticos. A partir do momento em que se reconhece como mecanismo cultural, a política some deste meio. E é assim que deve ser vista: como cultura, não como política.

 

UMA PERGUNTA BEM DIRETA AGORA, MAESTRO: COMO VOCÊ VÊ A PROFISSÃO COMO MÚSICO NO BRASIL? É UMA ALTERNATIVA? O PAÍS É UM BOM BERÇO PARA MÚSICOS PROSPERAREM?

 

Isso é uma grande variável. Qualquer país é bom ou ruim pra músico, depende só da consciência de querer ser um bom profissional, estudar, evoluir e se aperfeiçoar. Perceber e entender que música é uma profissão como outra qualquer. Só assim para prosperar: querendo, querendo e querendo.

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