Entrevista com Maestro Laudemir Ramos (PB)

Postado em: 23 de novembro de 2016 | Sem avaliação

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A entrevista com Maestro Laudemir revelou uma história ainda mais bela do que a que Portal Brasil Sonoro já conhecia. Apesar do inicio tardio na música, aos 15 anos de idade, o Maestro cultiva estudos, trabalhos e realizações que o credencia a um dos grandes do cenário musical paraibano.

 

Foi na Sociedade Musical São Miguel, na cidade de Barra de São Miguel, na Paraíba, que Laudemir Ramos começou a sua encruzilhada rumo ao excelentíssimo músico que se tornou no futuro.

 

A Filarmônica Santo Antônio da cidade de Riacho de S. Antônio – PB, Filarmônica municipal de Alcantil – PB, Filarmônica Santa Cecilia da cidade de Queimadas – PB, Filarmônica Santa Ana da cidade de Barra de Santana – PB e a Sociedade Musical São Miguel. Cada uma delas, segundo ele, contribuiu para sua brilhante formação atual.

 

O Portal Brasil Sonoro conversou com o Maestro Laudemir para saber um pouco dessa sua andança musical que já soma metade de sua vida.

MAESTRO, VAMOS COMEÇAR NOSSA ENTREVISTA COM UMA PERGUNTA BASTANTE DIRETA. COMO VOCÊ VÊ A EVOLUÇÃO DAS BANDAS MUSICAIS NO BRASIL, ATUALMENTE?

 

Nos encontramos hoje vivendo uma estabilidade no cenário musical bastante interessante, cada vez mais encontramos organizações musicais sendo formadas via projetos culturais. Lembro-me também que no ano de 2000 inúmeras cidades foram contempladas com Kits instrumentais para formação de bandas advindas do projeto Bandas de Música da Funarte. Vemos, então, evolução de todas as partes, seja de iniciativas municipais, estaduais, federais ou até mesmo em parceria com meios privados.

SEGUINDO ESTA LINHA DE EVOLUÇÃO, VOCÊ VÊ GRANDE PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO BRASILEIRO?

 

Com toda certeza sim, a Banda musical é vista hoje como orgulho de sua cidade, ela é a representante cultural de um povo levando o apoio desta comunidade para onde quer que ela vá, sendo assim, podemos notar que os pais quando veem a oportunidade já procuram vagas para suas crianças também participarem deste rico ambiente, vale salientar que o repertório que hoje é executado também influencia na adesão de jovens e crianças a projetos sérios e organizados.

VOCÊ MENCIONOU OS JOVENS E SEU INGRESSO NA MÚSICA. DESSA FORMA, VOCÊ VÊ ESSA ARTE COMO UMA TRANSFORMADORA SOCIAL?

 

Ela é A FONTE, ouso parafrasear Artur da Távola; “A música é vida interior e quem tem vida interior, jamais padecerá de solidão”, este é sem dúvida alguma o tipo de pensamento que reforça esta transformação, a criança e/ou adolescente cada vez mais se encontra “ilhado” em frente de seus smartphones, a Banda de música vem para somar a vida destes jovens afastando-os de todas as maledicências que tendem a levá-los muitas vezes.

FINALIZANDO A ENTREVISTA, MAESTRO, O PORTAL GOSTARIA DE SABER DE VOCÊ: É POSSÍVEL VIVER DE MÚSICA NO BRASIL?

 

Bem, creio eu que a vida do músico profissional é rica em suas ramificações. Mas existe uma complicação que persiste em debilitar a trajetória de um aluno em formação, Veja bem, somos constantemente alvejados com frases sem sentido, como por exemplo: “Você só toca, ou trabalha em algum lugar?!” ou pior ainda quando este preconceito vem de dentro da própria casa, onde um familiar fala: “Vá estudar, pois música não tem futuro!” Esse tipo de coisa é uma marca difícil de retirar, e vem de uma longa história de professores que tendem a fazer errado o seu papel de educador. Eles acabam formando seus alunos com o único intuito de tê-los nas suas fileiras, e os limitando na procura por novos horizontes. Enfim, visando este fator encontramos a grande resistência em seguir a profissão, tristemente ela se torna menos atrativa.

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