Fim de Sinfônica por “economia” de 0,09%?

Postado em: 19 de Janeiro de 2017 | Sem avaliação

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Por “economia”, Tucano de São José acabou com Sinfônica que consumia apenas 0,09% do orçamento

 

Na semana passada, o Portal Brasil Sonoro trouxe a triste história que relatou o triste fim da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos, no estado de São Paulo. O novo prefeito eleito da cidade, Felício Ramuth (PSDB), deu fim à Sinfônica da cidade, que estava em atividade há quase quinze anos.

 

Segundo o Tucano, a justificativa para o corte das verbas destinadas ao grupo musical foi por motivos econômicos. Ramuth afirmou em comunicado oficial via transmissão ao vivo do Facebook que o fim da Orquestra geraria receita para os cofres públicos da cidade. Mas você sabe de quanto será esta “economia”?

Revista Fórum apura que economia será mínima

 

A alegação do prefeito Tucano não convenceu a comunidade. Segundo vários comentários na página do prefeito, grande parte da população ficou entristecida com a extinção de um patrimônio da cidade, fundado no ano de 2004. A orquestra da cidade tinha como gestora a Associação para o Fomento da Arte e da Cultura (AFAC), e consumia apenas 0,09% do orçamento municipal.

 

O Tucano justificou as dívidas de água, luz e falta medicamentos básicos para encerrar sua transmissão e afirmar que os custos de manutenção com a orquestra geravam um gasto de R$ 2,5 milhões ao ano (algo em torno de R$ 200 mil ao mês). Uma justificativa que não caiu bem aos ouvidos do povo, e sequer aos ouvidos de ex-prefeitos da cidade, como Carlinhos de Almeida (PT), que foi procurado pela Revista Fórum.

 

O petista se mostrou bastante chateado com o fim da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos. Ele revelou a Fórum que é trabalho de todo o gestor ter a competência de administrar estas situações sem que cortes bruscos sejam feitos. “Enfrentar dificuldades sem prejudicar os serviços é a tarefa de todo gestor. Vivi intensamente isso à frente da Prefeitura. A própria Orquestra Sinfônica de São José dos Campos foi um dos que experimentaram esforços de racionalização de gastos ao longo dos últimos quatro anos”, revelou à Revista.

 

E os cortes de Ramuth parecem que não ficarão por aí. Devido a pouca atenção dada à cultura pelo governo municipal, vários jornais municipais já especulam um possível fechamento da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Órgão responsável pela programação de eventos, espetáculos e demais atividades pela cidade.

 

Você, leitor, acredita que acabar com a Cultura e a Arte de uma cidade pela “economia” de 0,09%? Não haveria outras formas de cortar gastos antes de exterminar a cultura? Deixe sua opinião nos comentários!

 

As informações são vinculadas à Revista Fórum e podem ser acessadas na íntegra clicando aqui.

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